O Príncipe

Aprendizados políticos, sociais e emocionais com ajuda inestimável de

 

Nicolau Maquiavel

 

em

O Príncipe.

por Hugo Rafael

 

 

            Primeiramente, vejo necessário saber-se um pouco – não muito para que não se torne cansativo esse resumo – da vida de Niccolò Machiavelli, nascido na Itália e tendo escrito tal obra citada para “bajular” Lourenço de Médicis. Através do primeiro capítulo, destrinçamos tal informação.

            Nos primeiros capítulos que se seguem, Maquiavel vem elucidar – como se preciso fosse – as formas de principados e os tipos de príncipe. Basicamente dois tipos de príncipes podem dominar um principado: os novos e os hereditários. Sendo os hereditários dotados de maiores “facilidades” e residindo sob os novos as verdadeiras dificuldades que lhe serão próprias, isso explica-se porque é mais fácil para o povo aceitar uma continuidade a aceitar mudanças. E talvez exista controvérsia nisso.*

 

            Apesar de o contexto político da época ser diferente, as atribuições próprias do mesmo podem, facilmente, ser associadas ao contexto político geral. Devendo-se, então, considerar contexto político geral como também o atual pós-moderno em que nos encontramos. Ainda no segundo capítulo de sua obra, Maquiavel elucida as mudanças que um novo principado exige. E dentre todos os seus ditos acerca de tal elucidação, um deles me chamou atenção:

 

A ordem natural das coisas é que, ao entrar um estrangeiro potente em uma província, todos os que forem menos potentes do que ele tornam-se aliados devido à INVEJA que sempre tiveram daquele que lhes era senhor.

 

            Penso que tal citação seja importante porque me fez lembrar, instantaneamente, de como é difícil a mudança de um governo regido por um partido político esquerdista para um novo de direita. Mudanças ocorrerão e a cidade ou município governado vivera momentos – iniciais –  de verdadeiro caos, um caos em que os novos se beneficiaram e os antigos, quase sempre, sofrerão.

 

________

* A leitura realizada desta e de qualquer outra obra de semelhante ou igual importância precisará sempre de metaforização, caso o leitor não queira apenas uma leitura de caráter historiográfico e sim de utilização prática atrelada ao seu contexto. Procurar também possíveis falhas no texto e a questão a que ele se propõe responder é uma excelente técnica oferecida pela Dra Tany Mara Monfredini.

            Prosseguindo com a leitura e ressaltando as passagens de maior possibilidade de metaforização, chego ao capítulo sobre a palavra dada. O autor diz que é seria ideal

 

Machiavelli e Deus

 

            Embora isso possa surpreender muita gente, a todo tempo o autor confessa o respeito pela religiosidade e até a defende em vários aspectos. É possível perceber pela trajetória de seu discurso que ele possui respeito por Deus e estima as virtudes religiosas.

 

 

Vocabulário Adquirido com a leitura:

ADUZIR: provar (através de argumentos, provas)

ALEGORIA: “a criação de uma coisa na tentativa de explicar outra”

PUSILÂNIME: diz-se daquele de ânimo fraco, covarde

CIRCUNLÓQUIOS: ‘arrudeios’ em conversas

RAPACE: diz-se daquele que rouba.

INÉPCIA: inaptidão

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